Já imaginou poder testar novos projetos com clientes reais e requisitos regulatórios específicos, garantindo assim uma maior facilidade? O Banco Central (BC) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) tornaram isso possível com a aprovação do sandbox regulatório no fim de outubro.

Trata-se de um ambiente que permite a empresas autorizadas a realização de testes de projetos capazes de gerar inovação no setor financeiro. Acompanhe as informações!

O que é o sandbox regulatório?

O sandbox regulatório permitirá que instituições já autorizadas e ainda não autorizadas passem a funcionar pelo Banco Central do Brasil e possam testar seus projetos de inovação.

Analisando o significado do termo, observamos que “sandbox” vem do inglês “caixa de areia” e remete aos brinquedos dos parques infantis. A iniciativa tem como objetivo permitir que os modelos de negócio possam chegar até um público maior, conquistar ganhos de produtividade e, principalmente, trazer mais competição para o sistema financeiro, com soluções seguras e eficientes.

Como o sandbox regulatório impacta as fintechs?

O sandbox regulatório é definido por especialistas do setor como mais um passo para o desenvolvimento das fintechs brasileiras.

Mas, se você pensa que a criação de um ambiente controlado de testes é uma novidade, precisamos deixar claro que não. A ideia já foi desenvolvida em 2016 pela Financial Conduct Authority, do Reino Unido — região europeia tradicionalmente conhecida por ter um ecossistema maduro de fintechs.

No Brasil, a novidade chega para acompanhar outras ações do Banco Central — como o Open Banking e o PIX — com o objetivo de garantir maior modernidade e uma competição nos sistemas financeiro e de pagamentos em todo o país.

Como vai funcionar o sandbox regulatório no Brasil?

O projeto no Brasil é regulamentado por duas resoluções que entram em vigor no dia 1º de dezembro de 2020. São elas a CMN nº 4.865 e o BCB nº 29.

Antes de serem publicadas, as normas já vinham sendo debatidas entre o Governo Federal e o mercado. Já alguns detalhamentos, como quais serão as áreas de interesse neste primeiro ciclo de sandbox regulatório, ainda estão ausentes.

O processo vai ocorrer da seguinte maneira: os negócios que fizerem parte do sandbox regulatório poderão desenvolver projetos sem todos os requisitos previstos para as demais empresas do mercado. Entretanto, será necessário contar com o acompanhamento e a aprovação das instituições responsáveis.

Quer um exemplo? O Banco Central vai contar com o acesso a todos os resultados obtidos e avaliará os riscos de operação e de crédito associados aos produtos desenvolvidos pela empresas.

Caso algum problema seja identificado, a inovação terá a possibilidade de passar por um ajuste, ser limitada ou até mesmo proibida. Por outro lado, se a experiência for bem-sucedida, o Banco Central poderá conceder uma autorização definitiva e liberar a comercialização em larga escala.

Quais serviços financeiros podem ser oferecidos por uma fintech?

Você já sabe que as fintechs têm conquistado um espaço cada vez maior. E as recentes medidas do Banco Central demonstram um grande interesse no desenvolvimento de novos negócios — vale destacar que o sandbox regulatório não faz nenhuma exigência formal de capital mínimo para cada empresa inscrita.

Se você quer saber mais sobre esse cenário, conheça os 8 tipos de serviços financeiros que uma fintech pode oferecer.