Regulamentada pelo Banco Central desde abril de 2018, por meio das resoluções de nº 4.656 e 4.657, a Sociedade de Crédito Direto (SCD) é responsável por realizar operações de crédito, como empréstimos e outras, por meio de plataforma eletrônica e com a utilização de recursos próprios.

Neste artigo, falamos um pouco mais sobre seu conceito e funcionamento. Além disso, você entenderá um pouco mais sobre o que é uma financeira (SCFI), as diferenças entre o empréstimo e financiamento e como a Flint pode ajudar você a conseguir uma autorização para SCD. Acompanhe!

O que é uma Sociedade de Crédito Direto?

A Sociedade de Crédito Direto nada mais é do que uma fintech que atua com foco em operações como empréstimos, financiamentos e aquisição de direitos creditórios, entre outros, unicamente por plataforma eletrônica. Vale destacar ainda que toda utilização de recursos financeiros deve ter origem de capital próprio.

Para que você entenda melhor, elas funcionam como uma espécie de marketplace de operações de empréstimo e financiamento, realizando a intermediação e também fornecendo informações aos clientes com base em critérios verificáveis, transparentes e consistentes.

Como funciona uma Sociedade de Crédito Direto?

A SCD executa diversos serviços financeiros apenas a partir de ambientes eletrônicos. Por ter grande atenção com a seleção de seus potenciais clientes, sempre faz uma avaliação do risco de crédito, com a observação da situação financeira, endividamento, capacidade de gerar caixa e outros pontos relevantes.

Importante destacar ainda que além de realizar operações de crédito, uma Sociedade de Crédito Direto pode prestar serviços de análise de crédito para terceiros, cobrança de crédito, distribuição de seguro relacionado com as operações por ela concedidas por meio de plataforma eletrônica, além de emissão de moeda eletrônica.

O que é Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI)?

A Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento é uma instituição privada que fornece empréstimos e financiamentos destinados à aquisição de bens, serviços e capital de giro. Vale destacar que a modalidade está em crescimento e representa grande influência na movimentação financeira brasileira.

A Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento também pode operar em empréstimos e financiamentos com características específicas, contendo riscos mais elevados que o normal, financiamento de veículos usados e convênios com estabelecimentos comerciais, por exemplo.

Elas não estão necessariamente ligadas a bancos e constituem parte de determinados conglomerados econômicos, atuando como extensão financeira de grupos comerciais ou industriais.

Importante aproveitar o tópico para abordar também uma dúvida muito recorrente: a diferença entre empréstimo e financiamento, segundo o site oficial do Banco Central:

  • Empréstimo: o dinheiro recebido não tem destinação obrigatória;
  • Financiamento: o dinheiro recebido está vinculado à aquisição de determinado bem ou serviço como, por exemplo, a aquisição de um veículo ou equipamento.

O que é SEP e SCD? Classificação e diferenças

O Banco Central regulamentou, por meio do Conselho Monetário Nacional (CMN), o funcionamento de dois tipos de fintechs de crédito: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), cujas operações constarão do Sistema de Informações de Créditos (SCR).

Agora que você já sabe o que significa a sigla SCD, vai entender um pouco também sobre o conceito da Sociedade de Empréstimos entre Pessoas. São instituições que realizam operações de crédito, como financiamentos e empréstimos, apenas entre pessoas, conhecidas como peer-to-peer lending.

Elas se apresentam como alternativas para quem deseja fugir de altas taxas e burocracias dos bancos. Vale destacar que sua grande diferença para uma SCD é que os empréstimos são realizados totalmente com capital de terceiros e não com recursos próprios.

Como conseguir uma autorização para SCD?

Para conseguir uma autorização para atuar como Sociedade de Crédito Direto, é necessário recorrer ao Banco Central. Feito isso, a instituição solicitará algumas informações do proprietário da empresa, como a origem dos recursos utilizados para operações e a compatibilidade da capacidade econômico-financeira com o porte proposto para o negócio.

Importante destacar que no Brasil, as fintechs são regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), além do Bacen, segundo as Resoluções 4.656 e 4.657.

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